A CPMI que investiga irregularidades no INSS retomou
os trabalhos com força total após a reabertura do ano legislativo e já analisa
a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,
filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido integra um pacote
com mais de 40 requerimentos apresentados logo nas primeiras horas, sendo doze
assinados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Lulinha passou a ser alvo direto da comissão ainda
no ano passado, quando parlamentares da esquerda se mobilizaram para barrar sua
convocação. Mesmo assim, o relator insistiu nas medidas e voltou a protocolar
pedidos para aprofundar a apuração sobre a suposta ligação dele com o lobista
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como
figura central no esquema investigado.
Além do filho do presidente, a CPMI também pretende
ampliar o foco das investigações sobre a família do empresário Daniel Vorcaro,
dono do Banco Master, citado em outro episódio considerado sensível dentro das
apurações. Parlamentares classificam o cenário como um “caldeirão de
escândalos”, com desdobramentos políticos e financeiros.
As oitivas devem ser retomadas na próxima
quinta-feira (5), com depoimentos previstos de Daniel Vorcaro, Maurício
Camisotti, da Total Health, e Gilberto Waller Junior, ligado ao INSS. A
expectativa é que a comissão avance na coleta de informações e defina novos
alvos à medida que os trabalhos evoluam.
Com informações do Diário do Poder

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