A CPI do Crime Organizado no Senado deve analisar,
na próxima quarta-feira (25), uma série de requerimentos que colocam ministros
do Supremo Tribunal Federal no centro das investigações sobre o Banco Master.
Entre os pedidos estão convites para que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes
prestem esclarecimentos sobre possíveis ligações com o conglomerado financeiro.
A comissão também analisa quebras de sigilo e
convocações de sócios e executivos da instituição, incluindo o proprietário
Daniel Vorcaro. Parlamentares da oposição ainda apresentaram requerimentos
envolvendo familiares dos ministros, como a advogada Viviane Barci de Moraes,
esposa de Moraes, citada em pedidos relacionados a contrato firmado entre o banco
e seu escritório.
Outro ponto sensível envolve o resort Tayayá,
anteriormente ligado a familiares de Toffoli e posteriormente vendido a fundo
associado a Vorcaro. As conexões comerciais motivaram questionamentos e
contribuíram para a substituição de Toffoli na relatoria do caso no STF, que
passou ao ministro André Mendonça.
A pauta inclui ainda convite ao presidente do Banco
Central, Gabriel Galípolo, para esclarecer a liquidação extrajudicial do banco
e uma reunião fora da agenda entre Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, que teria contado com a presença de Rui Costa e Guido Mantega.
Além dos requerimentos, a CPI deve ouvir o
ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva,
conhecido como TH Joias, preso sob acusação de ligação com o Comando Vermelho.
A comissão promete avançar sobre contratos, relações empresariais e possíveis
desdobramentos políticos do caso.
Com informações da CNN

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