quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

CPI do Crime Organizado trava requerimentos contra Toffoli e Moraes

 


O andamento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado trava o avanço de investigações relacionadas ao caso Master contra familiares dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

É no colegiado que o senador Alessandro Vieira (SE) apresentou uma série de requerimentos pedindo a convocação e a quebra de sigilo, por exemplo, dos irmãos de Toffoli, que foram proprietários do resort Tayayá, e de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Os irmãos de Toffoli receberam recursos de Fabiano Zettel, alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Master, em uma negociação envolvendo o resort, frequentado pelo ministro. Já a esposa de Moraes fechou um contrato de R$ 129 milhões com o Master.

Nenhum desses requerimentos, e outros envolvendo o caso Master, porém, puderam ser apreciados nesta semana porque o presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), não convocou sessão.

Municiado pela determinação da Presidência do Senado de que as sessões antes do Carnaval poderiam ocorrer de forma semipresencial, a opção do petista foi não reunir o colegiado. Com isso, os requerimentos também não puderam ser apreciados.

A CNN Brasil procurou nesta terça-feira (10) o senador Contarato, mas ele não se manifestou.

Segundo senadores que acompanham os trabalhos da CPI do Crime Organizado, uma “operação abafa” foi colocada em curso para que nada relacionado ao caso avançasse, justamente para esfriar o assunto.

Foi a segunda semana seguida em que a presidência da CPI optou por não convocar sessão. Na semana passada, havia a previsão de que comparecessem à CPI o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Mas a sessão não foi convocada.

A leitura de senadores é de que haverá dificuldades para aprovar os requerimentos justamente porque a comissão é presidida pelo PT, e não há sinais, ainda, de que Contarato irá pautar os requerimentos.

Além disso, a CPI do Crime Organizado nunca foi testada com requerimentos sensíveis e, ainda que Contarato os paute, a composição deixa o quadro indefinido. Em tese, há maioria para aprovar, mas, como parte dos integrantes é do centrão, a maioria pode pender para a rejeição ou mesmo haver trocas de vagas para formar uma maioria contrária que opere para barrar os requerimentos.

CNN Brasil

 

 

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