A diretoria dos Correios estima um prejuízo de R$
9,1 bilhões em 2026, valor superior às perdas previstas de R$ 5,8 bilhões em
2025. As informações foram antecipadas pelo portal G1. Parte do rombo do ano
passado só não foi maior devido ao adiamento de obrigações financeiras.
A projeção indica baixa efetividade do plano de
reestruturação anunciado no segundo semestre de 2025, que previa economia anual
de R$ 7,4 bilhões até 2027. As principais medidas incluíam corte de 15 mil
funcionários, fechamento de 1 mil agências e ações para ampliar receitas.
Retirados do programa de privatização no início do
terceiro mandato do presidente Lula, os Correios enfrentam queda no volume de
correspondências, forte concorrência privada e ingerência política, fatores que
agravaram a crise financeira.
Em 2024, a estatal também assumiu um aporte de R$
7,6 bilhões no Postalis, fundo de previdência dos empregados, para cobrir
prejuízos acumulados desde investimentos feitos entre 2011 e 2016.
Para enfrentar o déficit, a empresa tentou contratar
um empréstimo de R$ 20 bilhões, vetado pelo Tesouro Nacional devido ao custo
elevado. Posteriormente, fechou um financiamento de R$ 12 bilhões com um
consórcio de bancos.

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