Mesmo após a saída do ministro Dias Toffoli da
relatoria do inquérito no STF, o escândalo envolvendo o Banco Master continua
no centro das atenções do Congresso Nacional. Parlamentares articulam
diferentes caminhos para manter o caso em evidência, com foco na abertura de
novas investigações, acesso a informações sigilosas e convocação de pessoas
ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Duas comissões parlamentares de inquérito ainda
aguardam instalação. Na Câmara, o pedido enfrenta fila de requerimentos,
enquanto a CPMI depende da leitura do presidente do Congresso, Davi
Alcolumbre. Paralelamente, deputados e senadores decidiram acelerar ações
dentro de colegiados que já funcionam, como a CPMI do INSS, a CPI do Crime
Organizado e o grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do
Senado.
Desde que o caso veio à tona, em novembro do ano
passado, parlamentares passaram a apresentar uma série de requerimentos ligados
ao banco. Até agora, o grupo de trabalho da CAE, comandado por Renan
Calheiros, foi o que mais avançou, realizando reuniões com autoridades e
tentando acesso a documentos sob sigilo para aprofundar as apurações.
Na CPMI do INSS, parte dos pedidos relacionados ao
Master acabou retirada da pauta, enquanto a CPI do Crime Organizado deve
retomar o tema apenas depois do Carnaval. Já o senador Carlos Viana,
presidente da CPMI do INSS, informou que solicitou ao ministro André
Mendonça a devolução dos documentos referentes às quebras de sigilo
bancário, fiscal e telefônico de Vorcaro.
A expectativa agora gira em torno dos depoimentos
marcados para o fim do mês. A oitiva do banqueiro está prevista para 26 de
fevereiro na CPMI do INSS, e o grupo da CAE também pretende ouvi-lo na mesma
semana — sinal de que, mesmo sem uma CPI formal instalada, o Congresso deve
manter o caso Master sob forte pressão política nas próximas semanas.
Com informações da CNN

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