A autorização da Justiça do Rio de Janeiro de
bloquear descontos em folha dos consignados da Credcesta para tentar reaver ao
menos parte dos R$ 970 milhões do Rioprevidência aplicados no Banco Master
provocou reação da Visa, uma das principais redes de pagamentos digitais do
mundo.
O Credcesta é um cartão consignado, cujo principal
emissor e distribuidor era o banco de Daniel Vorcaro. Em 2021, a Visa fechou
parceria com o Master para a emissão dos cartões. No entanto, a liquidação do
Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, travou o chamado
“arranjo de pagamentos”. As informações são do Metrópoles.
A coluna apurou que, internamente, a Visa fala em
“prejuízo de dezenas de milhões de reais” devido à retenção dos descontos em
folha dos consignados. A decisão judicial tem como objetivo garantir a
recuperação dos R$ 970 milhões investidos pelo fundo de pensão fluminense no
Banco Master. Na Visa, o caso é mantido sob reserva, e a operadora não se
manifesta publicamente sobre o assunto.
Servidores, aposentados e pensionsistas continuam a
ter as parcelas dos consignados descontadas do contracheque, mas esses recursos
estão retidos judicialmente. Além disso, há menos transações finaceiras
envolvendo cartões da Credcesta, o que acarreta menos volume de percentuais
sobre transações de clientes indo para a Visa.
O “arranjo de pagamento”, segundo o Banco Central, é
o “conjunto de regras e de procedimentos para a realização de serviços de
pagamento, tais como: aporte (depósito) e saque de recursos; emissão de
instrumento de pagamento (como cartão de débito ou de crédito); gestão de uma
conta de pagamento, que serve, por exemplo, para fazer compras, pagamento de
contas ou realização de transferências; credenciamento para aceitação de um
instrumento de pagamento; e remessa de fundos”.
Em outras palavras: com o aranjo de pagamentos
prejudicado e cada vez menos clientes da Credcesta usando os cartões, a Visa
deixa de lucrar.

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