Os gastos públicos no Brasil ultrapassaram a marca
de R$ 500 bilhões logo no primeiro mês do ano eleitoral de 2026,
acendendo um alerta sobre o ritmo das contas públicas em meio ao cenário
político e econômico. Do total, mais de R$ 200 bilhões correspondem
a despesas do governo federal, sob a gestão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados da plataforma Gasto Brasil.
De acordo com o levantamento, o país registrou em
janeiro uma média de R$ 16 bilhões em gastos por dia, o que
equivale a aproximadamente R$ 670 milhões por hora. A Confederação
das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), responsável
pela ferramenta de monitoramento, alerta que, mantido esse ritmo,
as despesas públicas podem chegar a R$ 6 trilhões até o fim do ano.
Até as 14h30 da última segunda-feira (2),
o montante acumulado já somava R$ 514,8 bilhões. Desse total, R$
209 bilhões foram gastos pelo governo federal, R$ 145,5 bilhões pelos
estados e R$ 160,3 bilhões pelas prefeituras. As despesas
englobam folha de pessoal, encargos sociais, investimentos, obras
públicas e outros gastos correntes.
Diante do volume expressivo, o presidente da
CACB, Alfredo Cotait Neto, defende uma mudança urgente na condução
dos gastos públicos. Segundo ele, é fundamental aumentar a eficiência
na aplicação do dinheiro público, com controle das despesas
obrigatórias e ampliação da arrecadação sem sufocar a economia.
Para Cotait, reduzir o custo do Estado é essencial para criar espaço
fiscal e estimular investimentos, especialmente em um ano marcado por
disputas eleitorais e pressões políticas.
📊 O avanço acelerado das despesas reforça o
debate sobre responsabilidade fiscal, transparência e os limites do
gasto público em um momento decisivo para o futuro econômico do país.

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