Ataques com deepfake cresceram 126% no Brasil em
2025 e já são vistos como uma ameaça real ao processo democrático nas eleições
presidenciais de 2026. A técnica, que utiliza inteligência artificial para
falsificar rostos, vozes e vídeos de forma extremamente realista, tem potencial
para influenciar eleitores ao atribuir falas e comportamentos inexistentes a
políticos e figuras públicas.
Segundo o relatório Identity Fraud Report
2025-2026, da Sumsub, o avanço da tecnologia e a popularização das
ferramentas tornaram esse tipo de fraude mais acessível e difícil de detectar.
O especialista em IA Antônio Netto explica que, diferentemente de conteúdos
genéricos criados por inteligência artificial, o deepfake busca simular a
realidade e enganar deliberadamente quem consome o material, ampliando seu
poder de convencimento.
Levantamento do DFRLab identificou ao menos 78 casos
de conteúdos eleitorais produzidos ou suspeitos de terem sido criados por IA
nas eleições municipais de 2024. Para 2026, a expectativa é de aumento desses
episódios, impulsionado pelo grau de polarização política e pelo fato de a
disputa envolver a Presidência da República.
O TSE já proibiu o uso de IA para a criação e
disseminação de conteúdos falsos, mas especialistas avaliam que a norma ainda é
insuficiente. Para juristas, o enfrentamento aos deepfakes exigirá legislação
específica, maior articulação com plataformas digitais e mecanismos técnicos
eficazes, além do cuidado para não ferir garantias constitucionais como a
liberdade de expressão e o devido processo legal.
Com informações do R7

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