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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Retirada de rodolitos é iniciada em Ponta Negra



A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) deu início à retirada dos rodolitos espalhados pela engorda da praia de Ponta Negra. O serviço foi iniciado pela MB Construções e Serviços Ltda, vencedora de uma licitação realizada pela Prefeitura, na noite desta quinta-feira (27).

Segundo o titular da Semurb, Thiago Mesquita, os cerca de 4,6 quilômetros de aterro hidráulico da praia de Ponta Negra passarão pelo serviço de remoção dos rodolitos. “Esse equipamento retira uma lâmina entre 10 a 20 centímetros de areia. Essa areia vem para uma esteira. Essa esteira lança os rodolitos, os materiais mais sólidos, para um local de armazenamento e libera a areia para o aterro hidráulico”, explicou.

O serviço de limpeza na engorda de Ponta Negra está previsto para ser realizado durante oito meses o que representa um total de R$ 536 mil ao final dos trabalhos de forma a conservar a área limpa e livre dos rodolitos surgidos após a engorda. Dentro deste trabalho, a limpeza acontece em um processo mecanizado.

Ou seja, com uso de uma máquina saneadora para remover materiais calcários da areia, resíduos sólidos além de matéria orgânica a uma profundidade chegando até 20 cm. A ideia é que o trabalho seja realizado no horário das 18h às 5h todos os dias.

O processo de contratação da empresa para remoção dos rodolitos e fragmentos calcários foi iniciado nas últimas semanas após a conclusão das obras da engorda de Ponta Negra, com um aterro hidráulico que ampliou a faixa de areia em 100m na maré seca e 50 m na maré cheia. A empresa vencedora foi a M. Construções e Serviços LTDA.

No termo de referência para viabilização do processo de contratação da empresa, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) reconheceu que os rodolitos comprometem a segurança dos banhistas, a estética do local e a acessibilidade da praia.

Segundo a Semurb, os rodolitos são fragmentos esbranquiçados formados por algas marinhas calcárias, que habitam o fundo do oceano, desempenhando importante papel ecológico como habitat para diversas espécies e na formação de sedimentos marinhos, informa a empresa Caruso, responsável pelo monitoramento ambiental da obra.

Segundo a mestre em Engenharia Ambiental e Oceanografia, Dayane Dall’Ago, da Caruso, que monitora os aspectos ambientais da obra, apesar de sua aparência, eles não são organismos vivos, mas restos de algas que, ao perderem vitalidade, tornam-se rígidos e brancos devido à precipitação de carbonato de cálcio. A ocorrência desses fragmentos na faixa de areia pode estar associada às obras de engorda, que utilizam sedimentos extraídos de depósitos marinhos.

Durante o processo de dragagem, os rodolitos podem ser coletados junto ao material arenoso e, posteriormente, transportados para a praia. Fatores como ondas e correntes marinhas contribuem para sua redistribuição, resultando em sua aparição temporária na superfície da faixa de areia.

A obra da engorda de Ponta Negra resultou na ampliação da faixa de areia ao longo de 4,6 quilômetros da orla, iniciando na Via Costeira até o Morro do Careca. Ela foi apontada pela prefeitura como principal intervenção contra a erosão sofrida pelo avanço do mar contra o calçadão e Morro do Careca. Os trabalhos foram iniciados em 20 de setembro de 2024, às 23h, quando a draga começou a depositar os primeiros 2 mil metros cúbicos de areia. A Prefeitura considera que a engorda breca o avanço do mar na praia.

 

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