Folha de S. Paulo
O engenheiro Luiz Eduardo
Barata considera “surpreendente” e “inacreditável” que o dia tenha terminado
sem que o Brasil saiba onde e como começou o apagão dessa terça-feira (15).
“Nunca ficamos tanto tempo
sem saber. Passadas dez horas do distúrbio, não ouvimos do ONS, que é o
responsável pela operação, exatamente o que ocorreu. Eu posso afirmar, com
certeza que, pelo seu nível tecnológico, ele já devia saber quais foram as linhas
com problemas”, diz.
Barata é um dos
profissionais mais experientes ainda na ativa no setor de energia elétrica. Foi
secretário-executivo do MME (Ministério de Minas e Energia) e diretor-geral do
ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Segundo ele, os órgãos reguladores
conseguem identificar a origem de um problema imediatamente após a sua
ocorrência.

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