O Ministério Público
Federal (MPF) enviou recomendação ao diretor-geral do Departamento
Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) para que apresente, em 30 dias,
cronograma para construção do Plano de Segurança e de Ação de Emergência para a
barragem Trairi, localizada no município de Tangará (RN). O procurador da
República Camões Boaventura, que assina o documento, estabeleceu o prazo de dez
dias, a contar do recebimento, para que o Departamento envie resposta.
De acordo com a
recomendação, o cronograma a ser apresentado pelo Dnocs deve conter, ainda, a
realização de inspeções de segurança regular e especial periódicas, com a
produção dos respectivos relatórios das ações a serem adotadas pelo Departamento,
para acompanhamento e manutenção da segurança da barragem, conforme a Política
Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010).
Ação coordenada – O
MPF promoveu uma ação coordenada em todo o país para acompanhar e verificar as
condições de segurança das barragens cujo empreendedor seja o Dnocs, além de
apurar se está sendo aplicada corretamente a legislação pertinente e cumpridas
as exigências previstas na PNSB.
Dentre as incluídas no
procedimento, está a barragem de terra de Trairi, construída entre 1951 e 1954,
com 27 metros de altura e 35.230.000 metros cúbicos de capacidade. Segundo
dados do site do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de
Barragens (SNISB), a barragem localizada no município de Tangará (RN) é utilizada
majoritariamente para abastecimento humano e possui risco médio e dano
potencial alto. No site do SNISB é informado, ainda, que não foi realizado o
plano de segurança e revisão periódica da barragem potiguar.
Durante a apuração do MPF,
o próprio Dnocs informou, por meio de ofício, que a barragem de terra Trairi
não possui Plano de Segurança da Barragem e nem, consequentemente, Plano de
Ação Emergencial; e que não são realizadas inspeções e revisões periódicas pelo
fato de a obra não estar inserida ainda nos trabalhos de fiscalização da
Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA). Segundo o Departamento, são
realizadas visitas apenas eventuais e sem a produção de relatórios na referida
barragem.
O Município de Tangará,
onde está localizada a barragem, em resposta a ofício do MPF, informou que foi
realizada uma inspeção em 29 de março deste ano, na qual foi concluído que,
“apesar da atual situação da barragem não comprometer a sua segurança, há a
necessidade de controle, monitoramento e reparações ao longo do tempo”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário