A Alfândega francesa apreendeu, no último dia 4 de
maio, 95 quilos de cocaína no transatlântico Costa Favolosa, quando a
embarcação chegou à cidade de Marselha, no Sul do país, uma das escalas da
viagem. A droga foi avaliada em cinco milhões de euros, valor equivalente a R$
26,7 milhões.
A droga estava com quatro brasileiros, sendo três
mulheres e um homem, com idades entre 26 e 31 anos. Os nomes não foram
revelados.
Os investigadores tentam agora descobrir em que
momento a droga foi inserida na embarcação. Uma das suspeitas é de que a
cocaína estivesse em uma das cabines do Costa Favolosa desde Santos, base para
o tráfico internacional de drogas da maior facção criminosa de São Paulo.
O transatlântico passou por mais três cidades do
Brasil após deixar Santos ainda em abril: Rio, Salvador e Recife. Após
atravessar o Atlântico, o navio fez escalas em Tenerife, Cádiz e Barcelona, na
Espanha, até chegar em 29 de abril, em Marselha.
Após dois dias, em um cruzeiro pela Savona, na
Itália, o Costa Favolosa retornou para Marselha. Os agentes da alfândega
suspeitaram dos brasileiros.
Em 2 de maio, 8,4 quilos foram encontrados numa
sacola jogada ao mar por uma mulher. Teve início aí a vistoria da embarcação.
Na cabine do casal, os agentes descobriram com um
homem, companheiro da mulher, 86,4 quilos em seis malas ou mochilas que estavam
escondidas debaixo do colchão da cama. Durante a vistoria, duas mulheres, sem
qualquer mala, retornaram ao transatlântico para se encontrar com o casal.
Todos foram presos e levados para prestar
depoimentos. Neles, as duas mulheres contaram que entregaram suas malas em um
apartamento alugado no Centro de Marselha.
O homem e as mulheres disseram ainda que foram
recrutados como mulas em São Paulo. Depois, viajaram para a Europa de avião e
embarcaram no transatlântico quando o navio estava em Savona.
A grande dúvida que as polícias querem esclarecer
agora é a cidade onde a droga foi inserida no transatlântico, quem cuidou dessa
operação e se viajou com a cocaína até a Europa para entregar ao homem e às
três mulheres.

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