R7
Muita gente pode estar confusa sobre como vão ficar
os preços dos produtos comprados em e-commerce internacional, como as
plataformas Shein, Shoppe e AliExpress, entre outras, já que o governo, que
havia anunciado o fim da isenção no pagamento do imposto de importação em uma
determinada situação, nesta semana voltou atrás na decisão.
Independentemente disso, o que ficou estabelecido é
que, para evitar a sonegação desse imposto, a Receita Federal e o Ministério da
Fazenda farão mudanças na fiscalização dos pagamentos desse tributo no país.
Com a fiscalização mais intensa, alguns produtos
podem custar até o dobro do preço atual, o que vai pesar no bolso do
consumidor. "Se as medidas derem certo, o volume de mercadorias tributadas
vai ser bem maior do que é hoje, com o sistema de amostragem. Isso vai impactar
o custo para o consumidor final, que será taxado com o imposto de importação e
o ICMS", afirma Rafael Vanin Pinto, gerente de comércio exterior da
Efficienza.
Atualmente, os produtos que entram no Brasil são
fiscalizados pelo método de amostragem, ou seja, apenas algumas encomendas são
verificadas e têm conferida a regularidade de todo o processo de compra,
incluindo o pagamento do imposto de importação. Isso acontece porque a Receita
Federal não tem estrutura suficiente nem um sistema capaz de fiscalizar todas
as compras que chegam ao país.

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