O GLOBO
RIO - Um ano após a Covid-19 instalar no país a crise
sanitária que já custou as vidas de mais de 310 mil brasileiros, prefeitos de
grandes e pequenos municípios ainda se mantêm na contramão da ciência enquanto
distribuem medicamentos sem eficácia comprovada às populações como forma de
tentar combater a doença.
Em Natal, centro da região metropolitana considerada o
epicentro da Covid-19 no Rio Grande do Norte, o prefeito Álvaro Dias (PSDB) é
defensor da ivermectina e protagoniza uma queda de braço com a governadora
Fátima Bezerra (PT).
Em Itajaí (SC), onde o prefeito Volnei Morastoni (MDB)
já providenciou ivermectina para mais de 110 mil pessoas, de acordo com dados
da gestão dele, o medicamento continua sendo distribuído ininterruptamente.
Em Minas Gerais, o discurso pró-tratamento precoce
levou consequências a Itajubá, no sul do estado, onde o prefeito Christian
Gonçalves (DEM) anunciou a distribuição gratuita de ivermectina, zinco e
vitamina D, a partir do dia 15 de março. A cidade chegou esta semana ao total
de 213 mortos desde o início da pandemia, número mais alto entre os municípios
da região.

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