Diretores e funcionários de escolas municipais de
Natal, protestaram na manhã desta quinta-feira (18), em frente a Secretaria
Municipal de Educação contra a demissão de funcionários terceirizados. Cerca de
400 trabalhadores que prestavam serviço às escolas foram desligados e não houve
novas contratações.
Nesta quinta, teve reinício às aulas remotas da rede
municipal de ensino no formato remoto, como
havia sido anunciado pela prefeitura no fim de janeiro.
Mas os servidores efetivos afirmam que as unidades não
possuem condições para retomada, sem a presença dos terceirizados. Os
trabalhadores desligados desempenhavam funções porteiro, merendeira, auxiliar
de cozinha e de secretaria, entre outras. Durante o protesto, os servidores
exibiram cartazes com os nomes dos colegas demitidos.
Os trabalhadores terceirizados contam que foram pegos
de surpresa com a notícia da demissão. Francisca da Paz, de 52 anos, foi uma
das demitidas, ela trabalhava há 7 anos no CMEI Lourdes Godeiro como auxiliar
de cozinha.
“Eu dava a vida por aquele trabalho. A gente era pra
tudo, o que precisasse lá eu estava disponível. Fui pega de surpresa. Mandaram
assinar um papel, eles chamaram na firma, e eles disseram que era da secretaria
e que não podiam fazer nada pela gente”, contou Francisca.
Rossana Séphora, é diretora administrativa do CMEI
Maria Eulália, no bairro do Alecrim e contou que na unidade 4 funcionários
terceirizados foram desligados: 1 da limpeza, 2 porteiros e o único funcionário
da secretaria. “Então nós não temos condições de voltar, porque, fizemos todos
os protocolos de volta e eles estavam envolvidos nesses protocolos. E agora a
gente vai ficar sem esses funcionários. A gente não vai voltar”, explica a
servidora.
A secretária de educação de Natal, Cristina Diniz,
informou a demissão de cerca de 400 servidores não foi motivada pela
secretaria. Segundo ela, as empresas terceirizadas, contratadas através de
licitação tem autonomia para contratar e demitir os colaboradores.
“Nós lamentamos a saída de funcionários que já estão
há algum tempo nas escolas e CMEIS, que fazem vínculos com as crianças, com os
gestores, professores, mas nós não podemos obrigar as firmas a contratar todos
os mesmos funcionários sempre”, disse a secretária.
Cristina não informou quando serão encaminhados novos
servidores terceirizados para as escolas, mas disse que isso já está
acontecendo em algumas unidades.

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