E-INVESTIDOR ESTADÃO
O achatamento da taxa básica de juros Selic
pode até ter castigado o investidor da renda
fixa, mas trouxe boas notícias para quem quer ou precisa comprar
um imóvel. O ambiente de juros mais baixos estimulou as instituições
financeiras a reduzir as taxas dos financiamentos imobiliários. Se
em 2017 cobravam-se, em média, 11% de juros, hoje os principais players do
mercado praticam taxas abaixo de 7%.
Para se ter uma ideia do impacto que isso representa,
a plataforma de intermediação imobiliária Kzas simulou o financiamento
de um imóvel de R$ 500 mil em dois cenários: com juros de 10,5% e
6,99%. Em ambos, a entrada é de R$ 100 mil e o saldo restante é financiado em
30 anos. No primeiro cenário, o mutuário paga uma parcela inicial de R$
4.630,43. No segundo, esse mesmo empréstimo começa com prestação de R$
3.369,60.
Como os bancos exigem que a primeira parcela do
financiamento comprometa no máximo 35% da renda familiar, antes esse imóvel de
R$ 500 mil era acessível a uma família que ganhasse pelo menos R$ 13,3 mil.
Agora, a renda mínima necessária passou a ser de R$ 9,6 mil.
“Essa redução da faixa de renda exigida em quase 30%
não é brincadeira. Em última análise, é como se o imóvel passasse a custar 30%
menos”, diz Eduardo Muszkat, cofundador e CFO da Kzas.
Ao mesmo tempo, pelos cálculos da plataforma, os juros
mais baixos permitem que aquela família com renda de R$ 13,3 mil hoje possa
financiar um imóvel de R$ 700 mil – ou seja, um ganho de poder de compra de
40%. “Com juros mais baixos, famílias que não tinham acesso ao financiamento
passam a ter, e as que já tinham podem fazer compras melhores”, diz ele.

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