Deputados estaduais aprovaram, em primeira votação, a
reforma da previdência do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (24). Como um
projeto de emenda à constituição, o texto precisa ser aprovado por maioria de
15 votos, do total de 24 parlamentares, em duas votações.
A segunda análise está prevista para a próxima quarta
(29) - um dia antes do fim do prazo estipulado pelo governo federal para
os estados aprovarem suas reformas.
Ao todo, 23 deputados participaram da sessão que
aconteceu em formato híbrido - sendo 18 presentes no plenário e outros
cinco de forma virtual. Apenas o deputado Nélter Queiroz (MDB) não participou
da sessão. Segundo a Assembleia, o parlamentar está em licença médica. Veja
como cada deputado voltou no final desta matéria.
Durante a manhã, servidores
públicos fizeram protestos em frente à Assembleia Legislativa e
criticaram o projeto, principalmente por conter a contribuição previdenciária
de aposentados, que eram isentos. Um grupo de servidores também acompanhou a
votação nas galerias do plenário.
Após
acordo firmado pelo governo do estado com os deputados de oposição, a
votação aconteceu de forma consensual. Seis emendas que alteram o projeto
inicial apresentado pelo governo foram aprovadas. Ao todo, foram votadas oito
emendas, sendo quatro que tinham sido aprovadas pela comissão especial da
reforma e outras quatro que foram encartadas nesta quarta-feira (23) após o
acordo. Duas das novas, porém, substituíam duas da comissão especial.
Emendas
Com as novas emendas, os servidores ativos que
ganham até R$ 3,5 mil continuarão contribuindo com 11% do salário para a
previdência - que é a contribuição. Os aposentados que ganham até esse valor
também serão isentos de contribuição. Já os servidores que ganham acima de
R$ 25 mil terão a contribuição de 18% - quando a proposta inicial era de
16%.
Outras emendas garantem manutenção do abono de
permanência aos professores da rede estadual e a redução da idade mínima para
aposentadoria dos educadores. As professoras, que teriam idade mínima de 55
anos, passaram para 53. Os professores homens, tiveram redução de idade mínima
de 60 para 58.
Recuperação
De acordo com o líder do governo na Casa, no George
Soares (PL), com a aprovação da reforma estadual, o governo prevê
recuperação de R$ 20 milhões, quando o déficit mensal da previdência do estado
atualmente é de R$ 140 milhões.
Primeiro os deputados votaram o texto original, com 18
votos "sim", dois "não" e uma abstenção.
Como cada deputado votou na primeira
votação
- Albert
Dickson (Pros) - sim
- Allyson
Bezerra (SD) - não
- Coronel
Azevedoo (PSC) - sim
- Cristiane
Dantas (SD) - abstenção
- Dr.
Bernardo (Avante) - sim
- Eudiane
Macedo (Republicanos) - sim
- Ezequiel
Ferreira (PSDB) - sim
- Francisco
do PT (PT) - sim
- Galeno
Torquato (PSD) - estava presente, mas não votou
- George
Soares (PL) - sim
- Getúlio
Rêgo (DEM) - sim
- Gustavo
Carvalho (PSDB) - sim
- Hermano
Morais (PSB) - sim
- Isolda
Dantas (PT) - sim
- José
Dias (PSDB) - sim
- Kelps
Lima (SD) - sim
- Kleber
Rodrigues (PL) - sim
- Nélter
Queiroz (MDB) - ausente
- Raimundo
Fernandes (PSDB) - sim
- Sandro
Pimentel (Psol) - não
- Souza
Neto (PSB) - sim
- Tomba
Farias (PSDB) - sim
- Ubaldo
Fernandes (PL) - sim
- Vivaldo
Costa (PSD) - sim
Já as emendas foram votadas em bloco, com 21 votos
favoráveis e duas abstenções dos deputados Allyson Bezerra (SD) e de Sandro
Pimentel (Psol).
O prazo inicial para estados e municípios fazerem suas reformas era 31 de julho e foi adiado para o dia 30 de setembro. De acordo com a portaria federal, estados e municípios que não tiverem realizado suas reformas até a data ficarão sem o Certificado de Regularidade Previdenciária e, dessa forma, impedidos de receber recursos voluntários da União.

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