O Rio Grande do Norte tem atualmente a maior reserva
hídrica dos últimos oito anos, segundo o Instituto de Gestão das Águas do Rio
Grande do Norte (Igarn). O atual volume nos reservatórios hídricos, que é o
maior desde 2012, é suficiente para às demandas hídricas estaduais até a quadra
chuvosa de 2021, de acordo com o órgão.
"Acreditamos que fazendo uma boa gestão dos
recursos hídricos chegaremos à próxima quadra invernosa em condição ainda
melhor que a deste ano e, tendo um outro inverno dentro do normal, poderemos
seguir com a recuperação dos nossos reservatórios”, disse diretor-presidente do
Igarn, Auricélio Costa.
"Temos a melhor situação das reservas hídricas
estaduais dos últimos 8 anos. A Amando Ribeiro Gonçalves também está com o seu
maior acumulo de águas desde 2012".
O último relatório do Igarn, atualizado na
segunda-feira (8) com o fim da quadra chuvosa no interior do estado, aponta que
o RN está atualmente com 55,77% do volume total dos mananciais. Ou seja, há um
acumulado de 2.441.024.096 m³ de água num total que suporta 4.376.444.842 m².
Como base de comparação, no mesmo período do ano passado, esse volume era de
33,11%.
O Igarn monitora os 47 reservatórios de água que são
responsáveis pelo abastecimento das cidades potiguares.
Parte desse aumento se deve à barragem Armando Ribeiro
Gonçalves, maior reservatório estadual. O manancial continua a receber aporte
hídrico e está com 64,64% do volume total, que representa 1.533.987.376 m³ de
2,37 bilhões de metros cúbicos. Em junho do ano passado, esse número era de
34,50%.
Segundo maior reservatório estadual, a barragem Santa
Cruz do Apodi está com 35,95% da capacidade. No ano passado, neste mesmo
período, o acumulado era de 25,32%.
Outros mananciais
A barragem Umari acumula percentualmente 88,15%, que
representam 258.120.744 m³ do total . No ano passado, esse número era de
41,09%. A barragem Pau dos Ferros manteve o volume do relatório anterior e tem
38,9% da capacidade. Em junho de 2019, esse número era de 1,15% do volume
total.
O Gargalheiras, em Acari, está com 34,57% da
capacidade total, que é de 44.421.480 m³. Em 2019, o açude estava com 0,59% do
seu volume máximo. O reservatório Alecrim, em Santana do Matos, está com 61,71%
m³ do volume máximo, que é de 7 milhões de m³.
O açude Santa Cruz do Trairi, localizado em Santa
Cruz, está com 46,95% da sua capacidade total, que é de 5.158.750 m³, o maior
volume desde 2012. Em janeiro, ele estava completamente seco.
Reservatórios com 100%
Os reservatórios que permanecem com 100% da sua
capacidade são: Apanha Peixe (Caraúbas), Mendubim (Assu) e Beldroega (Paraú).
Outros mananciais já sangraram nesta quadra chuvosa do
interior e continuam com níveis acima dos 90%:
- Santana
(Rafael Fernandes), com 98,67%
- Passagem
(Rodolfo Fernandes), com 97,76%
- Santo
Antônio de Caraúbas (Caraúbas), com 98,5%
- Morcego
(Campo Grande), com 99,37%
- Encanto
(Encanto), com 98,46%
- Riacho
da Cruz II (Riacho da Cruz), com 99,42%
- Dourado
(Currais Novos), com 99,69%
- Pataxó
(Ipanguaçu), com 98,48%.
Inferiores a 10%
Dois dos 47 reservatórios estão com
níveis inferiores a 10%, o que representa um nível de alerta: Passagem das
Traíras, com 1,58%, e Esguicho, com 2,98%. O primeiro reservatório, no entanto,
está em reforma e não pode acumular grande volume hídrico.
Os mananciais completamente secos
também são dois: Inharé, em Santa Cruz, e Trairi, em Tangará.
Situação das lagoas
A Lagoa de Extremoz, responsável pelo
abastecimento de parte da Zona Norte de Natal, está atualmente com 100% da sua
capacidade, que é de 11.019.525 m³. Outra com volume máximo é a Lagoa do
Boqueirão, em Touros, com 100% correspondentes a 11.074.800 m³.
Já a Lagoa do Bonfim, em Nísia
Floresta, está com 52,41% da sua capacidade total que é de 84.268.200 m³.

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