O presidente Jair
Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (4) que aqueles que
se manifestam contra seu governo são idiotas, marginais e viciados.
Bolsonaro destinou sua live desta noite a criticar os
manifestantes que se denominam antifascistas e a, novamente, pedir que seus
apoiadores não vão às ruas neste domingo (7), como fazem
todos os fins de semana.
“Domingo, o pessoal de verde e amarelo, que é
patriota, que pensa no seu país, que é conservador, esses que trabalham, que
são liberais, que acreditam que o Brasil pode ficar melhor pelo trabalho… Não é
ficar em casa, não. Não vá, não compareçam a esse movimento, que esse pessoal
não tem nada a oferecer para nós. Bando de marginais.
Muitos ali são
viciados. Outros ali têm costumes que não condizem com a maioria da
sociedade brasileira. Eles querem o tumulto, querem o confronto”, disse
Bolsonaro.
As críticas foram feitas em diversos momentos da
transmissão de quase uma hora.
“Mais importante que a sua vida é a sua liberdade.
Esse pessoal quer roubar a sua liberdade. Esse pessoal não tem nada a oferecer
para você. Se você pegar cem desses aí, a maioria é estudante. Se você pegar e
aplicar a prova do Enem neles, acho que ninguém tira cinco. Não sabem
interpretar um texto, não sabem nada. São uns idiotas que não servem
para nada“, afirmou.
O presidente também aconselhou que os pais controlem
seus filhos e não os deixem participar das manifestações contrárias a seu
governo.
“Agora, não vou dar conselho para pai nenhum, porque
eu sou pai. Filho da gente pode errar. Mas, quem for possível exercer o
controle em cima dos filhos, exerça para não deixar o filho participar de um
movimento como esse. Alguns vão dizer que eu estou cerceando a liberdade… Isso
não é liberdade de expressão, o cara vai para o quebra-quebra. E vai ter muito
garoto desse usado como massa de manobra, idiota útil. Vai estar lá a comando
de um agitador profissional. Fez curso fora do Brasil. Olha o
que fizeram no Chile“, disse Bolsonaro.
O presidente também disse lamentar não ter conseguido
enquadrar movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
como terroristas.
“Na verdade, são terroristas. Lamentamos não conseguir
tipificar como terrorismo suas ações no passado porque isso veio da época
do governo Dilma e botaram uma vírgula dizendo que exceto os grupos
sociais. Ou seja, se nós três aqui [presentes na live] tocarmos fogo num avião,
isso é terrorismo. Mas se formos tocar fogo no avião e falarmos que somos do
MST, por exemplo, não tem problema nenhum”, disse o presidente.
“Pessoal, domingo, ninguém comparece, é um pedido meu,
neste evento. Vamos ficar ligados que este pessoal do antifas [antifascistas],
o novo nome dos black blocs, quer roubar a tua liberdade”, insistiu Bolsonaro.
Auxiliares do presidente aguardam com expectativa as
manifestações de domingo para poderem aferir o tamanho da oposição que o
governo enfrenta na rua. Esse pode ser o primeiro grande ato contra a
administração Bolsonaro desde que ele foi eleito.

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