Quase 20% das famílias brasileiras compromete mais
da metade da renda com dívidas. O dado de setembro de 2026 chegou ao maior
nível desde fevereiro deste ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional do
Comércio (CNC).
O comprometimento médio da renda subiu de 29,3% para
29,6%, enquanto o percentual de famílias endividadas caiu de 82% para 81,7%. A
inadimplência também recuou, de 29,9% para 29,6%, mas o tempo médio de atraso
nos pagamentos atingiu 65,3 dias, maior marca desde novembro de 2024.
Entre as famílias com renda de até três salários
mínimos, 38,5% tinham contas atrasadas. Nesse grupo, 18,5% disseram não ter
condições de regularizar as dívidas no mês seguinte.
A CNC prevê nova redução da inadimplência nos
próximos três meses, com estabilização do endividamento. O levantamento reúne
dados mensais de cerca de 18 mil consumidores nas capitais e no Distrito
Federal.

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