O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo), a inflação
oficial do país, voltou a subir em setembro e fechou em 0,82%. O valor
é 1,14 ponto percentual acima da taxa registrada em agosto, quando o país
registrou uma deflação de -0,32%, o menor índice desde agosto de 2022.
A alta se dá, principalmente, pelo fim da
incorporação do Bônus de Itaipu, relacionado ao crédito concedido na conta de
luz de agosto, decorrente do resultado positivo da comercialização da energia
da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
Segundo o instituto, além da energia, que subiu
7,98%, a variação foi influenciada, principalmente, pelas altas nos transportes
e alimentação. No primeiro setor, o resultado foi influenciado pela alta de
1,41% nos combustíveis e 9,66% das passagens aéreas.
Após três recuos consecutivos, o grupo de alimentação
e bebidas voltou a subir e apresentou variação positiva de 0,83%. Em
setembro, os itens com maiores altas foram o tomate (37,76%), batata-inglesa (24,07%), cebola (10,14%), arroz (4,56%)
e carnes (0,63%).
📌 Inflação é o aumento dos
preços de bens e serviços, o que resulta na diminuição do poder de compra da
moeda do país. Esse indicador é verificado pela variação do custo de uma série
de itens considerados no cálculo do IPCA, índice oficial analisado pelo IBGE.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos
12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente
anteriores. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.

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