Cláudio Oliveira
Repórter
A balança comercial do Rio Grande do Norte registrou
superávit de US$ 58,4 milhões em setembro de 2026, resultado da diferença entre
US$ 85,7 milhões em exportações e US$ 27,3 milhões em importações. Apesar do
saldo positivo, as vendas potiguares ao mercado internacional recuaram 30,5% em
relação ao mesmo período de 2025, enquanto as compras externas diminuíram 5,2%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio
Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
(Secex/MDIC).
Em setembro do ano passado, as exportações haviam
alcançado US$ 123,3 milhões, enquanto as importações somaram US$ 28,8 milhões.
Com isso, o superávit mensal caiu de US$ 94,5 milhões em setembro de 2025 para
US$ 58,4 milhões neste ano, uma redução de aproximadamente 38,2%.
A queda das exportações ocorreu depois de um mês de
desempenho elevado. Em agosto, o valor exportado pelo estado (US$ 132,7
milhões) havia crescido 83,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Em setembro,
porém, a comparação anual passou a registrar resultado negativo, influenciada
principalmente pela redução nas vendas de combustíveis de petróleo e de frutas.
Apesar da retração em setembro, o comércio exterior
potiguar mantém resultado favorável no acumulado de 2026. Entre janeiro e
setembro, as exportações somaram aproximadamente US$ 1 bilhão, alta de 29% em
relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 341,4 milhões,
crescimento de 5,2%.
A diferença entre as vendas e as compras externas resultou em superávit de US$
659,4 milhões nos nove primeiros meses do ano.
O ouro foi o principal produto da pauta exportadora
potiguar em setembro. As vendas do metal somaram US$ 34,4 milhões, o
equivalente a 40,2% de tudo o que o estado exportou no mês. O valor representou
aumento de 45,8%, ou US$ 10,8 milhões a mais, em relação ao período de
comparação informado nos dados do comércio exterior.
Na segunda posição ficaram as frutas e nozes não
oleaginosas, frescas ou secas, com US$ 27 milhões e participação de 31,5% das
exportações. Apesar do peso na pauta, o segmento registrou queda de 22,3%,
equivalente a US$ 7,7 milhões a menos.
Os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais
betuminosos, exceto óleos brutos, somaram US$ 8,9 milhões, correspondentes a
10,4% das vendas externas. O resultado representou uma redução de 83,4%, ou US$
44,8 milhões, conforme a variação informada na base de dados. Já outros
minérios concentrados de metais de base alcançaram US$ 3 milhões, com
participação de 3,5% e crescimento de 609,5%, equivalente a US$ 2,6 milhões.
Os dados setoriais reforçam o peso da indústria de
transformação nas exportações do RN. Em setembro de 2026, o segmento respondeu
por US$ 52,8 milhões, seguido pela agropecuária, com US$ 27,3 milhões, e pela
indústria extrativista, com US$ 4,5 milhões.
Na comparação com agosto, a indústria de
transformação recuou de US$ 117,6 milhões para US$ 52,8 milhões. A agropecuária
também apresentou redução, passando de US$ 9,2 milhões para US$ 6,7 milhões,
conforme os valores setoriais informados. A indústria extrativista, por outro
lado, caiu de US$ 5,7 milhões para US$ 4,5 milhões.
Canadá é maior destino das exportações
O Canadá foi o principal mercado das exportações
potiguares em setembro, com compras de US$ 30,6 milhões, equivalentes a 35,7%
do total. O valor cresceu 26,5%, ou US$ 6,4 milhões, na comparação indicada
pelos dados. Os Países Baixos aparecem em seguida, com US$ 21,8 milhões e
participação de 25,4%, apesar de uma queda de 8,1%, equivalente a US$ 1,9
milhão. O Reino Unido recebeu US$ 9,9 milhões em produtos potiguares, ou 11,6%
das vendas, com redução de 17,4%, correspondente a US$ 2,1 milhões.
A Suíça respondeu por US$ 4,7 milhões, o equivalente
a 5,4% das exportações. Os dados apontam aumento expressivo, de 87.188%. Os
Estados Unidos aparecem entre os cinco principais destinos, com participação
informada de 4,6% e crescimento de 203%.
Do lado das importações, a China foi o principal
país de origem das mercadorias compradas pelo RN em setembro. As aquisições
somaram US$ 8,4 milhões, ou 30,9% do total. A Argentina ficou na segunda
posição, com US$ 7,8 milhões e participação de 28,6%, seguida pela Espanha, com
US$ 2,6 milhões, equivalentes a 9,5%.
Entre os produtos importados, o trigo e o centeio
não moídos lideraram a pauta, com US$ 5,4 milhões, equivalentes a 19,7% do
total. As compras desses produtos cresceram 39,1%, ou US$ 1,1 milhão.
Números
45,8% - Foi a alta registrada na exportação de ouro do Rio Grande do Norte em
setembro de 2026
83,4% - Foi a queda nas vendas dos óleos combustíveis
de petróleo ou de minerais betuminosos no mês

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