A avaliação interna no Palácio do Planalto e na
coordenação de campanha Lulista é de pessimismo após o resultado das urnas no
último domingo (4). Uma ala do primeiro escalão do governo de Lula (PT) já
trabalha abertamente com a possibilidade real de derrota para o candidato do
PL, Flávio Bolsonaro, no segundo turno.
Nos bastidores, ministros e aliados admitem a
dificuldade extrema para alcançar a quantidade de votos necessária para
reverter o quadro nesta fase da disputa.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tentou
minimizar a vantagem inicial e tratou a diferença como “só 2%”, afirmando que
buscará dialogar com lideranças de centro e de direita. No entanto, a migração
de votos de opositores como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) é vista
pelo próprio entorno da campanha como um obstáculo quase intransponível.
A sangria de votos do petismo já apareceu nos
números brutos: Lula teve 3,4 milhões de votos a menos em comparação com o
primeiro turno de 2022. A abstenção nacional bateu recorde desde 1998,
alcançando 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes.
Para tentar estancar a crise, a campanha petista
convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (5) no Hotel San Marco,
em Brasília, buscando reatar a estratégia com governadores aliados – derrotados
ou vitoriosos nos estados.
Com informações do Poder 360

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