O Partido Liberal (PL) saiu fortalecido das urnas
neste domingo (4), elegendo 19 senadores, o equivalente a 35% das 54 vagas em
disputa na Casa Alta. Com o resultado, a legenda do ex-presidente Jair
Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro, praticamente
dobrará de tamanho, saltando de 15 para 28 parlamentares e mantendo a maior
bancada do Senado. O domínio regional ficou evidente em estados como Rondônia e
Santa Catarina, onde todos os representantes eleitos pertencem à sigla.
O novo desenho da Casa também considera as mudanças
provocadas pelas vitórias de Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho (Republicanos-MG)
no Executivo estadual já no primeiro turno, o que abrirá espaço para suplentes.
Esse cenário ainda poderá sofrer novas alterações, uma vez que outros titulares
seguem na disputa pelos governos estaduais ou estão licenciados. Em
contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, elegeu 6 senadores, mantendo sua bancada inalterada em nove cadeiras.
Impacto nas pautas e no comando do
Congresso
A expansão da bancada era a principal aposta da
direita para destravar pautas conservadoras e pressionar em direção a pedidos
de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho do
ano passado, durante ato na Avenida Paulista, Jair Bolsonaro havia apelado aos
eleitores por maioria no Legislativo para redirecionar os rumos do país e
influenciar diretamente a escolha dos comandos e das comissões de peso no
Congresso.
Historicamente contidas por resistências na cúpula
da Casa, como as negativas do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União-AP), em dar andamento a processos de impeachment, as pautas da oposição
ganham fôlego com o novo parlamento. O expressivo crescimento da bancada
conservadora coloca em risco, inclusive, a articulação para a reeleição de
Alcolumbre a um novo mandato à frente do Legislativo em 2027.
Com informações do Metrópoles

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