O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)
divulgou uma nota de esclarecimento após a repercussão de um vídeo publicado
pelo reitor José Arnóbio, no qual ele faz críticas ao candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro (PL). Na gravação, o reitor utiliza expressões como
“mentiroso”, “rachadinha” e “racha master” ao se referir ao senador.
Na nota, o IFRN afirma que atua com “impessoalidade,
isenção e respeito à legislação eleitoral” e ressalta que manifestações
individuais não devem ser confundidas com posicionamentos institucionais. A
instituição também destaca que servidores e gestores têm direito à manifestação
política, desde que não utilizem a estrutura ou os recursos públicos para
favorecer candidaturas.
O instituto esclarece ainda que grupos de WhatsApp e
perfis administrados por estudantes não são canais oficiais e reafirma seu
compromisso com a liberdade de expressão, a pluralidade de ideias e o
cumprimento da legislação eleitoral.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Diante da circulação de informações e
manifestações públicas relacionadas a episódios de natureza político-eleitoral
envolvendo integrantes da comunidade acadêmica, o Instituto Federal do Rio
Grande do Norte (IFRN) esclarece que mantém orientação permanente às suas unidades
quanto à observância da legislação eleitoral e às condutas aplicáveis durante o
período eleitoral.
Como instituição pública, o IFRN atua
com impessoalidade, isenção e respeito à legislação eleitoral. A comunicação
oficial, portanto, permanece voltada ao interesse público e às finalidades
educacionais da Instituição. Essa orientação não impede a liberdade de
expressão e a manifestação política da comunidade acadêmica. Estudantes,
servidores e gestores têm assegurado o direito à manifestação de opiniões e ao
posicionamento político, observados os limites da legislação e das normas
institucionais.
Estudantes não se confundem com agentes
públicos para fins das regras específicas aplicáveis a eles. Servidores e
gestores, por sua vez, também têm assegurado o direito à manifestação política,
desde que o exerçam sem utilizar a condição funcional, a estrutura ou os
recursos públicos para promoção ou favorecimento de candidaturas, partidos ou
posições político-eleitorais, em observância às regras aplicáveis aos agentes
públicos durante o período eleitoral.
A liberdade de manifestação política da
comunidade acadêmica não se confunde com a utilização dos espaços
institucionais para propaganda eleitoral, cuja veiculação em bens públicos é
vedada pela legislação eleitoral. A caracterização de determinado conteúdo como
propaganda eleitoral depende da análise da legislação e das circunstâncias
concretas.
O IFRN esclarece também que grupos de
WhatsApp e perfis em redes sociais criados e administrados por estudantes não
são canais institucionais e não estão sob gestão da Instituição. O IFRN não
administra esses grupos e perfis, não define seus participantes nem controla as
mensagens neles compartilhadas. Eventuais situações que demandem providências
serão tratadas pelos canais competentes, conforme a legislação e as normas
institucionais.
O IFRN considera importante, ainda, que
manifestações individuais ou episódios ocorridos em espaços privados não sejam
indevidamente apresentados como expressão da Instituição. A circulação fragmentada
desses episódios não representa a atuação institucional e não deve ser
utilizada para descredibilizar o trabalho desenvolvido pelo IFRN em suas
atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão.
A Instituição reafirma seu compromisso
com a liberdade de expressão, a pluralidade de ideias, a impessoalidade da
Administração Pública e o cumprimento da legislação eleitoral, orientando suas
unidades a tratar situações dessa natureza com equilíbrio, isonomia e respeito
à comunidade acadêmica.

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