José Borges da Costa, o “Seu Zezinho
Borges”, diz ter sido surpreendido por publicação na internet com sua imagem e
fala em perturbações e difamações infundadas
O agricultor José Borges da Costa, de 75 anos,
conhecido como Seu Zezinho Borges, divulgou uma nota de repúdio em resposta a
uma postagem que, de acordo com ele, usou sua imagem para tentar
desmoralizá-lo. No texto, ele afirma que quem o conhece sabe quem ele é e
relata um conflito envolvendo uma área de terra que pertencia ao seu filho,
Neném Borges, já falecido.
“Quem me conhece sabe o homem que sou”
Na nota, dirigida aos “amigos de Campestre”, Seu
Zezinho diz ter sido pego de surpresa pela publicação. Ele afirma que a terra
em questão é de seu filho, que em vida lhe confiou o cuidado da propriedade, o
que ele diz continuar fazendo até hoje. Segundo o agricultor, a situação mudou
depois da morte do filho.
Ele descreve a perda como um golpe profundo. Diz ter
ficado “sem chão, sem sentido e rumo de vida”, mas ter encontrado forças para
continuar vivendo, “com um pedaço de mim faltando”. Nascido e criado no campo,
afirma ter ensinado ao filho o caminho da roça, antes de ele seguir para a
política sem abandonar suas raízes.
O conflito pela terra
De acordo com a nota, o agricultor estava
trabalhando na terra quando comunicou a Luciana Araújo que, se ela quisesse
retirar sua plantação e seu gado, ele os entregaria sem fazer questão. Ele diz
não saber o motivo da atitude dela.
Segundo Seu Zezinho, não foi a primeira vez que
houve tentativa de incomodá-lo. Ele afirma que, tempos atrás, um advogado
entrou em contato com ele em momento delicado, quando se recuperava de uma
cirurgia, entre outros episódios que preferiu não citar.
Ele também lamenta ver pessoas que, segundo diz,
foram acolhidas em sua casa e em sua família tentando “tirar seu sossego”.
Afirma sentir-se atormentado e triste com isso.
Defesa da honra
Aos 75 anos, Seu Zezinho diz nunca ter imaginado
passar por essa situação, já que, segundo ele, trabalhou a vida inteira com
honestidade e respeito. Afirma que ainda vive no lugar onde seu pai viveu, como
vaqueiro, e que convive com ex-patrões do pai, que hoje são seus amigos.
Descreve-se como homem do campo, agricultor, pai e avô, e diz que, além dos
problemas de saúde próprios da idade, tem de conviver “com a dor de ter perdido
um filho” e com perturbações e difamações que considera infundadas.
Ele encerra a nota expressando sua indignação,
agradecendo o apoio e dizendo entregar tudo “nas mãos de Deus”, pedindo
proteção para si e para sua família.


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