A proibição das bets no Brasil, em vigor desde 25 de
setembro, tem provocado aumento na divulgação de plataformas clandestinas,
especialmente sites chineses. Pessoas com dependência em jogos e entidades de
apoio relataram ao Estadão uma intensificação das abordagens pelas redes
sociais e aplicativos de mensagens, inclusive entre usuários que tentam
abandonar o vício.
Desde a proibição, o governo federal solicitou o
bloqueio de 13.241 sites ilegais. Segundo Claudio Henrique, fundador da empresa
Besafe, os operadores conseguem criar novos endereços rapidamente. “O governo
derruba um site, mas os caras criam outras mil subunidades e colocam todas para
rodar”, afirmou.
O psicólogo Rafael Ávila, fundador da Associação de
Proteção e Apoio ao Jogador, relatou aumento de recaídas entre pacientes,
principalmente em plataformas chinesas de caça-níqueis. Já Gabriel Pedroso, de
32 anos, que está há meses sem apostar, afirmou que basta acessar uma rede
social para receber anúncios de bets clandestinas.
Até 25 de setembro, mais de 1,3 milhão de
brasileiros haviam solicitado autoexclusão das plataformas de apostas. Desse
total, 51% declararam problemas de saúde relacionados aos jogos. O Ministério
da Saúde iniciou uma campanha de prevenção e está capacitando 40 mil
profissionais do SUS, que também oferece atendimento pelo aplicativo Meu SUS
Digital.
O Ministério da Fazenda informou ainda que solicitou
a remoção de 3.552 páginas, perfis, canais e grupos ligados à divulgação de
apostas nas redes sociais.
Com informações do Estadão

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