Integrantes do alto escalão do Centrão passaram a
tratar como certa a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula
(PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o Metrópoles, a
avaliação ganhou força após o resultado das urnas no primeiro turno, quando
Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
O principal movimento ocorreu com a Federação União
Progressista, formada por União Brasil e PP, que decidiu apoiar oficialmente
Flávio no segundo turno. No primeiro, as duas legendas haviam optado pela
neutralidade. A decisão foi confirmada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS),
após reunião das bancadas em Brasília.
Segundo Tereza Cristina, foi fechada questão,
estabelecendo uma orientação partidária. Integrantes que decidirem apoiar Lula
poderão ser punidos. A medida atinge inclusive o recém-eleito senador André
Fufuca (PP-MA), que, segundo o presidente do PT, Edinho Silva, sinalizou apoio
pessoal ao petista.
Nos bastidores, a aproximação do Centrão também
considera a composição do próximo governo e a correlação de forças no
Congresso. A campanha de Flávio busca ampliar as alianças e o
coordenador-geral, senador Rogério Marinho (PL-RN), procurou dirigentes de
outras legendas, entre eles o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.
Flávio também recebeu os apoios de Romeu Zema (Novo)
e Ronaldo Caiado (PSD). O Novo deve oficializar sua aliança com o candidato no
segundo turno.
Com informações do Metrópoles

Nenhum comentário:
Postar um comentário