O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que acaba com a escala 6×1 não engloba alguns grupos profissionais, entre
eles cargos de confiança, os “superempregados” – com salários acima de R$ 21,1
mil –, servidores públicos e microempreendedores individuais (MEIs). A PEC foi
aprovada no Senado Federal na noite desta quarta-feira (14/10), após dois
turnos de votação.
O texto substitui a escala de seis dias de trabalho
para um de descanso por uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga,
em média, sem redução salarial.
A carga horária semanal, que atualmente é de 44
horas, será reduzida para 42 horas em até 60 dias após a promulgação da Emenda
Constitucional e, um ano depois, para 40 horas.
Quem fica de fora da mudança da 6×1:
- Servidores
Públicos: Funcionários públicos (municipais,
estaduais e federais) não são regidos pela CLT, seguindo estatutos
próprios ou leis orgânicas de cada esfera.
- MEIs
e Autônomos: Microempreendedores individuais e
trabalhadores autônomos não possuem vínculo empregatício tradicional pela
CLT, dependendo de futura lei complementar para regras de transição.
- Cargos
de Confiança: Profissionais em funções de gestão
ou confiança possuem maior flexibilidade de horário e não estão sujeitos
ao controle de ponto rígido, embora continuem com a garantia de dois dias
de descanso.
- "Superempregados"
(Alta Renda): Trabalhadores da iniciativa
privada com ensino superior completo e salários acima de R$ 21.118,87
podem negociar condições flexíveis de jornada diretamente com o
empregador.
- Setores
de Serviços Essenciais (com escalas diferenciadas):
Profissionais de áreas que exigem atendimento contínuo (como saúde,
segurança, transporte e limpeza urbana) podem adotar
plantões ou escalas especiais (como a 12x36), desde que regulamentados por
acordos ou convenções coletivas.
O Senado Federal aprovou, em dois turnos, na noite
desta quarta o fim da escala em que o trabalhador exerce atividades por seis
dias consecutivos e tem um dia de descanso.
Ao todo, 75 senadores votaram a favor da proposta
nos dois turnos, enquanto um, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), votou contra.
Outros três não participaram da votação: Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira
(PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC).
A PEC 221 foi apresentada em dezembro de 2019 pelo
deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto original previa a redução da
jornada semanal de trabalho para 36 horas, em um período de dez anos, mas
passou por alterações durante a tramitação na Câmara dos Deputados.
O tema ganhou força em 2025, com a mobilização
nacional pelo fim da escala 6×1 e a apresentação de uma proposta semelhante
pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). Posteriormente, as duas PECs passaram a
tramitar em conjunto.
Com informações do Blog Jair Sampaio!

Nenhum comentário:
Postar um comentário