Em análise sobre a manifestação do ministro
Alexandre de Moraes sobre um relatório da Polícia Federal, o jurista e
colunista Wálter Maierovitch classificou a argumentação da defesa como de
“quinta categoria”, apontando falta de sentido jurídico nas justificativas
apresentadas.
Para o colunista, em vez de alegar perseguição e
taxar as informações como falsas, o ministro deveria permitir a apuração
integral dos fatos para o devido esclarecimento das dúvidas. “O Alexandre de
Moraes, ele esqueceu da lógica jurídica, ou seja, do raciocínio jurídico, dos
princípios que formam o raciocínio. Se ele fala, como falou em defesa
prévia, nessa longa defesa prévia, se ele falou que está sendo perseguido,
que tudo é mentira, qual é a lógica jurídica? Então, vamos apurar. Vamos
deixar isso em pratos limpos”, comentou o jurista.
O comentarista do UOL disse ainda que a ‘jogada’ de
Moraes é fraca. “Deu para perceber que essa jogada do Moraes é uma jogada de
quinta categoria juridicamente, porque ele não apresenta e esquece o
raciocínio jurídico, a lógica. Ele não quer apurar da verdade, ele não
quer, ele não quer que se apure nada. E aí, contraria até o que ele
coloca”, comentou o jurista.
Maierovitch destaca ainda que aspectos processuais
prévios, como irregularidades na pauta, alegações de suspeição, impedimento e
eventuais falhas de quórum, podem ser levantados formalmente antes que ocorra a
análise do relatório encaminhado pelo presidente Edson Fachin.

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