Lula voltou a criticar a candidatura de Rafael Motta
ao Senado em 2022. Durante um ato de campanha no Rio de Janeiro, nesta
quinta-feira (24), o presidente chamou o ex-deputado federal de “rebelde”
porque, à época filiado ao PSB, ele decidiu entrar na disputa mesmo após a
governadora Fátima Bezerra (PT) fechar apoio à candidatura do ex-prefeito de
Natal Carlos Eduardo Alves. Para o petista, a divisão na esquerda favoreceu a
vitória do senador Rogério Marinho (PL).
“No Rio Grande do Norte, a gente tinha um candidato
a senador apoiado pela nossa governadora e um companheiro do PSB, rebelde, não
aceitou a aliança e resolveu ser candidato a senador”, afirmou Lula, sem citar
o nome de Rafael Motta, mas fazendo uma referência direta ao ex-deputado, que
terminou a eleição em terceiro lugar, atrás de Carlos Eduardo e Rogério. Ao
lembrar o episódio, o presidente pediu que seus aliados não desperdicem nenhum
dos dois votos para o Senado em 2026.
Rafael agora é candidato ao Senado pelo PDT na chapa
governista liderada pela PT, ao lado da vereadora Samanda Alves (PT). Na
disputa está também a senadora Zenaide Maia (PSD), que, apesar de não estar na
coligação petista, é vista como uma candidata progressista, alinhada a Lula e
vice-líder do governo no Congresso Nacional.
O episódio relembrado pelo presidente é apontado por
muitos petistas como motivo de desconfiança em relação a Rafael Motta, que já
era rejeitado por ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma
Rousseff em 2016. Na campanha pela Prefeitura de Natal em 2024, ele também fez
duras críticas ao PT, à governadora Fátima Bezerra e à então candidata do
partido, a deputada federal Natália Bonavides.
Esse histórico de idas e vindas de Rafael Motta tem
levado muitos eleitores do campo progressista a enxergarem a candidatura dele
novamente como um fator de divisão da base lulista no RN.
Blog do BG

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