O homem de 19 anos suspeito de matar
o guarda municipal Enilson Azevedo da Silva, de 46 anos, teve a prisão em
flagrante relaxada pela Justiça após audiência de custódia. A decisão foi
tomada nesta terça-feira (15). A POlícia Civil informou nesta quarta (16) que
pretende pedir a prisão preventiva do suspeito.
O
homem foi localizado na segunda-feira (14), em Caiçara do Norte, no litoral
do Rio Grande do Norte, após deixar Natal.
Segundo a Polícia Civil, ele estava em fuga e foi encontrado em um posto de
gasolina com malas, enquanto se preparava para seguir para outro destino.
Durante coletiva de imprensa nesta quarta, o diretor
da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Márcio Lemos, detalhou
as diligências realizadas desde a localização do corpo de Enilson e afirmou que
a polícia reuniu imagens, depoimentos e outros elementos que apontam para a
participação do suspeito no crime.
Polícia detalhou investigação
Enilson foi encontrado morto no domingo (13), dentro
de uma rede, na casa onde morava no loteamento Encanto Verde, na Zona Oeste de
Natal. Ele tinha uma marca de tiro na cabeça.
De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de
segurança mostraram o suspeito deixando a residência por volta da meia-noite
entre o sábado (12) e o domingo (13).
A investigação aponta que ele deixou o local levando
a motocicleta e a arma de fogo pertencentes à vítima. A motocicleta foi
localizada ainda no domingo, abandonada em um condomínio residencial no
conjunto Village de Prata, no bairro Planalto.
Segundo Márcio Lemos, a polícia também identificou
um motorista de aplicativo que teria levado o suspeito até um apartamento após
o crime. O motorista prestou depoimento e, de acordo com o delegado, reconheceu
o homem.
Equipes policiais foram até o apartamento e
localizaram a motocicleta de Enilson. A Polícia Civil também ouviu familiares
do suspeito, que, segundo o diretor da DHPP, reconheceram imagens dele e
confirmaram informações relacionadas à fuga.
Suspeito foi localizado no litoral do RN
O delegado Tiago Grizzi, que participou da prisão,
afirmou que as equipes receberam informações de que o suspeito havia embarcado
em um ônibus com destino à região de João Câmara.
Durante as buscas, os policiais descobriram que ele
teria uma relação familiar ou anterior com uma mulher que tinha endereço
em Caiçara
do Norte. Uma equipe com três policiais se deslocou até a cidade e
encontrou o suspeito em um posto de gasolina.
Segundo o delegado, ele estava com malas e se
preparava para deixar o local.
A arma utilizada no crime ainda não foi localizada.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito afirmou que havia escondido o
armamento e levou os policiais até uma área de mata. As buscas foram
realizadas, mas a arma não foi encontrada.
Polícia pretende pedir prisão preventiva
novamente
Segundo o diretor da DHPP, a Polícia Civil considera
que há elementos para solicitar novamente a prisão preventiva.
Márcio Lemos afirmou que a polícia pretende
apresentar o pedido com base nos elementos reunidos durante a investigação e na
circunstância de o suspeito ter sido localizado durante uma tentativa de fuga.
A decisão que relaxou a prisão em flagrante foi
tomada em audiência de custódia. O diretor da DHPP afirmou que a polícia
respeita a decisão judicial, mas pretende adotar as medidas cabíveis para
solicitar uma nova prisão.
A defesa da família de Enilson informou que também
pretende acompanhar juridicamente a investigação e ingressar como assistente de
acusação no momento processual adequado.
A motivação do assassinato ainda não foi
esclarecida.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito negou que
tivesse mantido um relacionamento amoroso com Enilson. Conforme relatado pelo
delegado, ele alegou ter sido ameaçado.
A polícia informou, no entanto, que testemunhas
relataram que os dois teriam mantido um relacionamento. Também circulou uma
informação sobre uma possível dívida relacionada a serviços de academia, mas o
delegado afirmou que esse dado não foi confirmado pela investigação.
A Polícia Civil informou que ainda aguarda laudos
periciais e outros exames para complementar a investigação.
Enilson estava desaparecido desde a noite de sábado,
após sair do trabalho. Familiares, amigos e colegas da Guarda Municipal foram
até a residência dele no domingo e encontraram o corpo.
A perícia foi acionada e recolheu materiais
encontrados na casa. Segundo informações divulgadas anteriormente pela Polícia
Civil, o ar-condicionado estava ligado e o ambiente contribuiu para conservar o
corpo. No momento da perícia, por volta das 17h, havia rigidez completa e
alterações na coloração da pele. A estimativa inicial era de que a morte havia
ocorrido havia mais de 12 horas.


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