O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse
nesta 5ª feira (10.set.2026) que houve um “erro de planejamento” na campanha do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da qual é coordenador-geral. A menção
foi sobre a elaboração e distribuição de material.
Edinho falou sobre o tema a jornalistas, depois de
reunião da Executiva Nacional, na sede do partido. Disse não haver “mea-culpa”,
mas que não haveria dificuldade em reconhecer erros.
“Uma campanha do tamanho dessa, é evidente que tem
erro. Planejou mal a elaboração de material. Evidente que é um erro de
planejamento, porque nós tentamos fazer com que cada Estado tivesse a sua
estrutura de elaboração de material. Não funcionou, porque tem Estado que as gráficas
muitas vezes não têm a mesma estrutura para produzir, a mesma agilidade para
distribuir. Claro que isso gerou problema logístico, inclusive. Trouxemos de
volta para a produção desses materiais nos grandes centros e distribuição
depois pelas empresas de logística. Corrigimos. Então, claro que ninguém está
negando que teve um erro de planejamento.”
O dirigente petista afirmou que a reunião da
Executiva Nacional se deu para “alinhar a campanha à conjuntura” e mudar
estratégia. Há uma preocupação do PT com o impacto dos últimos acontecimentos
sobre a campanha de Lula e como a crise do Supremo Tribunal Federal tem
respingado na campanha.
“Em 10 dias, o Brasil mudou. O debate político no
Brasil mudou nos últimos 10 dias. Evidente que a campanha tem que se alinhar a
essa conjuntura política. Se a realidade muda, a campanha tem que estar
alinhada a essa realidade, foi o que nós fizemos hoje”, declarou Edinho.
O dirigente também rebateu críticas sobre
centralização ao reforçar que Lula dá a palavra final sobre a campanha: “Nunca
vi uma campanha que o candidato não desse a última palavra, isso não existe em
campanha nenhuma. Já fui candidato várias vezes na minha vida, ganhei 4 vezes a
prefeitura. A última palavra da campanha é do candidato. Como é que você vai pôr
na boca dele uma coisa que ele não concorda? Isso não é uma característica de
centralização.”
Com informações do Poder 360

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