Em carta divulgada nesta segunda-feira (7), 13
ex-ministros classificaram o momento como a “mais aguda crise” da história do
STF e pediram que o presidente da Corte, Edson Fachin convoque, com urgência,
uma sessão pública do plenário para determinar uma “imediata e rigorosa
apuração” dos fatos, respeitando o devido processo legal.
O documento não cita nominalmente Alexandre de
Moraes ou André Mendonça, mas ocorre em meio à crise envolvendo os dois
ministros, após a divulgação de informações relacionadas às investigações sobre
o Banco Master e às mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel
Vorcaro.
Os ex-ministros afirmam ter “plena confiança” na
condução de Fachin e dizem que os fatos divulgados estão comprometendo “o
prestígio e a autoridade” do STF, a confiança da população e até a estabilidade
das instituições democráticas.
A carta é assinada por nomes de peso que passaram
pelo STF, como Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Nelson Jobim, Ellen
Gracie, Cezar Peluso e Ayres Britto, entre outros.
“Sr. Ministro Presidente, os ministros aposentados e
ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade,
discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais
aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará,
com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e
rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja
divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a
confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”, afirmam
eles na carta enviada a Fachin.

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