A investigação sobre o atentado contra o vereador de
Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison aponta que o crime foi
planejado com antecedência. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos monitoraram
o parlamentar, discutiram armas e criaram um grupo no WhatsApp chamado “Missão”
para organizar o ataque.
O crime ocorreu em 15 de junho, em frente à UPA do
Alto de São Manoel, em Mossoró. Deyvison fazia uma transmissão ao vivo quando
foi baleado nas pernas. Alyson Diego, que o acompanhava e operava a
transmissão, foi atingido e morreu no local.
De acordo com o processo, o grupo “Missão” foi
criado na véspera do atentado por um contato identificado como “Pai”. Na noite
do crime, foram compartilhados prints da transmissão ao vivo e informações
sobre a localização de Deyvison. Ao perceberem que ele estava sem colete à
prova de balas, participantes escreveram: “Tá mamão”, “baixou a guarda” e
“desacreditado”.
Pouco antes dos disparos, um integrante orientou que
as conversas fossem apagadas. Por volta das 21h53, “Pai” escreveu: “rasga no
meio”. Depois da informação de que Deyvison havia sobrevivido, outro perfil
respondeu: “Tô acreditando não”.
A Polícia Civil cruzou mensagens, ligações, dados de
celulares e deslocamentos dos investigados. No local do crime, foi encontrado
um carregador de munição calibre 5.56. Após o atentado, dois suspeitos foram
presos em Beberibe, no Ceará, e um terceiro, posteriormente, em Mossoró.
José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva
Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho permanecem presos preventivamente e são
investigados pela morte de Alyson Diego e pela tentativa de homicídio contra
Cabo Deyvison. A Polícia Civil também apura a participação de outros envolvidos
e possíveis mandantes do atentado.
Blog do BG
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