O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a
fazer campanha explícita para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL),
durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o
líder argentino, a vitória da direita no Brasil pode interromper o “curso
socialista decadente” administrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).
Com essa movimentação, Milei afasta ainda mais
qualquer possibilidade de reaproximação diplomática entre Buenos Aires e
Brasília. As relações entre Brasil e Argentina atravessam uma grave crise desde
o final de julho, impulsionada por declarações e ataques diretos desferidos por
Milei contra Lula.
Além de apoiar abertamente a campanha de Flávio
Bolsonaro, o presidente argentino rotulou Lula com termos como “presidiário”,
“ladrão” e “corrupto”. Como resposta à tensão, o governo brasileiro
decidiu retirar seu embaixador do posto em solo argentino. Na diplomacia,
essa medida é interpretada como um claro sinal de rebaixamento nos laços
bilaterais, deixando a representação oficial sem o seu representante máximo no
país hospedeiro.
O Escudo das Américas e as Ideias de
Liberdade
Após discursar para líderes globais, Milei foi
questionado sobre uma eventual adesão do Brasil ao “Escudo das Américas” caso
Flávio Bolsonaro vença o pleito de outubro. Criada em março pelos Estados Unidos,
a coalizão de segurança reúne 15 países latino-americanos alinhados aos
interesses norte-americanos na região, bloco do qual Brasil e México ficaram de
fora.
“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma
questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este
curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar
novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”,
afirmou Milei na ONU.
Com informações do Metrópoles

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