Especialistas ouvidos pelo jornal O Globo veem
interesse eleitoral no decreto de Lula (PT) que reajustou o Bolsa Família a
apenas 17 dias do primeiro turno. A medida pode abrir espaço para
questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora não exista
consenso de que ela seja ilegal.
O reajuste de 15,04% aumenta o benefício mínimo de
R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começarão a ser pagos em 19 de outubro,
apenas seis dias antes de um eventual segundo turno, marcado para o dia 25.
A legislação permite a continuidade de programas
sociais em ano eleitoral e a correção dos benefícios pela inflação. O ponto
levantado pelos especialistas é o momento escolhido pelo governo para conceder
o reajuste, que pode sustentar acusações de uso eleitoral da máquina pública e
abuso de poder político.
O Governo Lula nega irregularidade e afirma que o
aumento apenas recompõe a inflação acumulada desde 2023. A medida terá impacto
estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
Com informações de O Globo

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