O médico Victor Augustho Barbosa anunciou em suas
redes sociais, nessa terça-feira (29), que enviou uma notificação formal à
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e à Federação Brasileira de Ginecologia
e Obstetrícia (Febrasgo), exigindo um posicionamento oficial sobre a declaração
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito de exames ginecológicos
preventivos.
A polêmica teve início durante um ato de campanha em
Belém (PA), na última segunda-feira (28), quando Lula criticou a resistência
masculina ao exame de próstata e comparou a situação com o público feminino. Em
seu discurso, o presidente afirmou: “O homem é covarde. O homem não gosta de
fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar
toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeitos. Ele não sabe que,
quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele.”
A fala gerou forte repercussão. Em sua postagem na
plataforma X (antigo Twitter), que rapidamente ultrapassou 284 mil
visualizações, o médico rebateu o argumento presidencial: “Aprender a tomar
toque desde pequena não é protocolo. Menina que é tocada desde pequena é vítima
de abuso”.
Barbosa esclareceu que o exame preventivo do colo do
útero não é indicado para crianças ou adolescentes, mas sim para mulheres (ou
pessoas com colo do útero) entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a vida
sexual diretriz que está alinhada aos protocolos do Ministério da Saúde e às
atualizações de 2025 para rastreamento com teste molecular de DNA-HPV.
Na notificação enviada às entidades médicas, o
profissional ressalta ainda que exames ginecológicos em pacientes que não
iniciaram a atividade sexual não incluem toque, exigindo rigorosos critérios
formais em casos de indicação clínica estrita, sob pena de responsabilização
civil e criminal.
Com informações do Poder360


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