A Infraero fechou 2024 e 2025 com um rombo acumulado
de R$ 1,315 bilhão. O Tribunal de Contas da União (TCU), diante da deterioração
das contas, alertou para o risco à sustentabilidade financeira da estatal.
O prejuízo primário foi de R$ 540 milhões em 2024 e
saltou para R$ 775 milhões no ano seguinte. A situação piorou depois que as
concessões reduziram drasticamente a presença da Infraero. A empresa
administrava 66 aeroportos em 2011, mas iniciou 2026 com apenas 22 terminais
regionais — todos deficitários — além do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, seu
único aeroporto lucrativo.
De acordo com a projeção técnica do TCU, o limite
anual de 6,5 milhões de passageiros no Santos Dumont pode retirar R$ 983
milhões do resultado operacional da Infraero entre 2026 e 2030. Mantida a
restrição, a estatal deve continuar no vermelho e terminar o período com apenas
R$ 441,5 milhões em caixa, aumentando o risco de passar a depender de dinheiro
do Tesouro Nacional.
O tribunal ressalta que não existe necessidade
imediata de socorro público. A Infraero encerrou 2025 com R$ 1,58 bilhão
disponível, parte obtida com receitas extraordinárias. O problema é que essa
reserva poderá ser consumida nos próximos anos se o cenário não mudar.
O TCU comunicou, por unanimidade, o risco ao
Ministério de Portos e Aeroportos e ao Tesouro Nacional. A Corte não determinou
o fim do limite no Santos Dumont, mas cobrou justificativas técnicas para que
novos aeroportos deficitários sejam entregues à estatal.
Com informações do Poder360

Nenhum comentário:
Postar um comentário