O ministro André Mendonça usou um voto já proferido
pelo colega do STF, Alexandre de Moraes, para fundamentar sua decisão de
afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Mendonça recorreu ao entendimento de Moraes, durante
análise de uma cautelar da ADPF 722, para sustentar que medidas cautelares
podem ser adotadas quando há risco de interferência na investigação. A decisão
também atingiu o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
Ao citar Moraes, Mendonça reproduziu suas seguintes
falas: “Não é permitido a nenhum órgão bisbilhotar, fichar ou estabelecer
classificação de qualquer cidadão e enviá-los para outros órgãos”.
A decisão de afastamento de Andrei Rodrigues ainda
será analisada pela Segunda Turma do Supremo.
Com informações da coluna de Lauro
Jardim no jornal O Globo

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