quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Flávio Dino está usando o Dark Horse para dividir a atenção da imprensa com crise do STF

 


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou nesta quinta-feira (10) o sigilo da ação deflagrada pela Polícia Federal sobre o filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O despacho de Dino autoriza as buscas contra os alvos da chamada Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas à produção do filme.

Um dos principais alvos é o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que teve sete armas de fogo apreendidas pelos agentes. Karina Gama, produtora do filme, também é alvo da ação que contou ainda com a parceria da Controladoria-Geral da União (CGU) no rastreamento das emendas parlamentares.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025. A PF apura se de fato os valores foram destinados ao filme ou acabaram desviados. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Além das armas de Mário Frias, a PF apreendeu celulares e computadores em endereços relacionados aos investigados. As sete armas estão registradas em nome de Mário Frias, mas estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A possível irregularidade na posse dos armamentos também será investigada.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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