O governo e a campanha à reeleição do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam forte estagnação política, refletida
diretamente nos dados da última pesquisa Quaest. O levantamento aponta o
petista empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, além
de registrar quedas consistentes de popularidade no Nordeste e perda entre o
eleitorado mais jovem. O cenário se complica com o crescimento de Augusto Cury
na disputa, reduzindo votos válidos em favor do petista e inviabilizando
qualquer perspectiva de vitória já no primeiro turno.
Diante do cenário adverso, a avaliação interna é de
que a base governista falha em mobilizar sua principal bandeira de apelo
popular: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala
de trabalho 6×1. Enquanto Flávio Bolsonaro e seu coordenador, o senador Rogério
Marinho (PL-RN), atuaram abertamente nos bastidores para atrasar e tentar
barrar a tramitação da matéria no Senado, que acabou sendo aprovada nesta
quarta-feira (2). Com exceção de aparições pontuais do próprio presidente,
parlamentares e ministros evitam unificar o coro nas redes sociais para expor a
resistência da oposição aos direitos trabalhistas.
A oposição tenta se beneficiar da crise do STF para
atingir Lula, que ficou associado a Alexandre de Moraes e à ala ligada a ele na
corte do Supremo. No momento, o presidente está encurralado diante dessa crise
e não tem conseguido se beneficiar como esperado da proposta do fim da escala
6×1.
Com informações do Blog de Vera
Magalhães / O Globo

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