O jurista e colunista do UOL Wálter Maierovitch
criticou a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao
cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Para Maierovitch, a justificativa
apresentada pelo integrante do STF para reverter o afastamento determinado pelo
ministro André Mendonça não tem consistência jurídica.
Dino afirmou que a PF não poderia ter suas
investigações e a produção de relatórios de inteligência interrompidas em razão
do afastamento de Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça e
posteriormente referendado pela Segunda Turma do STF. O ministro também
questionou a atuação de Mendonça, citando o encontro do magistrado com o
empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Para Maierovitch, porém, o argumento apresentado
pelo ministro Flávio Dino seria apenas uma tentativa de dar aparência jurídica
a uma disputa que se transformou em uma crise dentro do próprio Supremo. “Não
dá para o ministro Flávio Dino vir com uma desculpa esfarrapada dessa”, afirmou
o jurista durante participação no UOL News.
Maierovitch classificou o atual cenário como uma
espécie de “rixa” dentro do STF e também criticou a condução da crise pelo
presidente da Corte, Edson Fachin.
Além de Andrei Rodrigues, Dino também determinou a
reintegração do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O afastamento
dos dois havia provocado uma crise interna na corporação, com integrantes da
cúpula da Polícia Federal colocando os cargos à disposição. A decisão de Dino
ampliou ainda mais a tensão entre os ministros do STF e deverá ser analisada
pelo plenário da Corte.

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