A Polícia Federal encontrou indícios de que Belline
Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central,
teria cobrado R$ 500 mil do grupo de Daniel Vorcaro uma semana depois de
encaminhar ao Ministério Público Federal uma denúncia sobre irregularidades no
Banco Master.
Segundo documentos da investigação obtidos
pelo UOL, Santana enviou o material ao MPF em 15 de julho de 2025.
No dia 22, mensagens entre Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel mencionam a
cobrança: “Bellini cobrando. Paga?”. Vorcaro respondeu que sim e perguntou como
o pagamento vinha sendo feito.
Uma planilha encontrada no celular de Vorcaro,
intitulada “despesas fixas mensais”, previa R$ 500 mil para Santana. Segundo a
PF, os pagamentos teriam começado em outubro de 2023 e eram feitos por meio de
empresas intermediárias para ocultar a origem dos recursos. A investigação
classifica os repasses como propina.
A PF também suspeita de vazamento de informações.
Horas após a suposta cobrança, pessoas ligadas a Vorcaro teriam consultado
sistemas internos do MPF e da própria polícia em busca de investigações contra
o banqueiro. Uma delas acabou dando origem à Operação Compliance Zero, que
culminou na prisão de Vorcaro em novembro de 2025.
A defesa de Belline Santana nega irregularidades e
afirma que ele sempre exerceu suas funções no BC de forma “técnica e lícita”.
Vorcaro também nega qualquer ato de corrupção envolvendo servidores
investigados.
Com informações do UOL

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