A lobista Roberta Luchsinger se referiu a Fábio Luís
Lula da Silva, o Lulinha, como seu “sócio” em pelo menos oito conversas de
WhatsApp entre junho de 2023 e junho de 2024. As mensagens, com textos e
áudios, foram obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Os registros contradizem com o depoimento dado por
Luchsinger à Polícia Federal em maio deste ano. Na ocasião, ela afirmou que
mantinha apenas uma relação de amizade com o filho mais velho do presidente
Lula e negou ter feito repasses financeiros a ele.
Em uma mensagem de junho de 2024, a lobista diz que
estava com “meu sócio e a família” e acrescenta: “Filho do presidente Lula”. Em
outro diálogo, afirma passar parte da semana em Brasília “com o meu sócio q é
filho do pr”. Há ainda mensagens nas quais identifica diretamente Fábio como
sócio e cita Fernando Bittar: “Eu ele e o Fernando Bittar”.
Lulinha e Luchsinger aparecem em investigações no
STF relacionadas a suspeitas de tráfico de influência. Uma das apurações
envolve possível atuação no Ministério da Saúde para a comercialização de produtos
derivados de cannabis. Outros inquéritos tratam de supostos pagamentos a
pessoas do entorno de Lula e de possível tráfico de influência na Dataprev.
Em agosto, durante sabatina no Jornal Nacional, Lula
afirmou que não conhecia Luchsinger e que nunca havia conversado com ela. Após
a declaração, adversários divulgaram fotografias em que os dois aparecem
juntos.



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