Estudante da comunidade Serra do Algodão
perdeu duas aulas no IERN após problemas no atendimento; áudio sugere que
veículo teria sido remanejado para atender demanda ligada a evento em Natal
Uma denúncia enviada ao Blog Tangará Acontece
trouxe à tona uma situação que preocupa famílias da zona rural do município:
possíveis falhas no transporte escolar que atende estudantes de comunidades
distantes da sede.
De acordo com o relato recebido pela reportagem, uma
aluna moradora da comunidade Serra do Algodão, que estuda no Instituto
de Educação Rio Grande do Norte (IERN), ficou dois dias sem poder
comparecer às aulas em razão de problemas no transporte que deveria conduzi-la
até a escola.
O que dizem os áudios
O blog teve acesso a áudios de uma conversa
atribuída ao responsável pelo transporte escolar, na qual é mencionada a
possibilidade de suspender o atendimento aos alunos para priorizar uma demanda
relacionada a um evento em Natal. Em um dos trechos, é possível ouvir a
seguinte fala:
"A prioridade aí é esse evento, viu? Você pode
cancelar."
A reportagem conseguiu confirmar de forma
independente a autoria da fala que se trata do Secretário Iran da Lagoa do Feijão e o motorista.
As informações são tratadas, por ora, como parte de uma denúncia encaminhada
por um interlocutor ao blog.
Impacto na vida escolar
Segundo o relato, a interrupção do transporte
impediu que a estudante comparecesse à escola por dois dias consecutivos, o que
pode comprometer sua frequência e o acompanhamento do conteúdo pedagógico — um
problema recorrente enfrentado por famílias que dependem do transporte público
para garantir o acesso de seus filhos à educação, especialmente em comunidades
rurais mais distantes.
O que diz a legislação
O transporte escolar é um direito garantido a
estudantes da rede pública, especialmente àqueles que residem em zona rural,
conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e
reforçado por programas como o Pnate (Programa Nacional de Apoio ao
Transporte do Escolar). A interrupção do serviço sem justificativa adequada
pode configurar violação ao direito à educação, além de infringir normas do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto à garantia de acesso escolar.


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