quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Atentado contra Cabo Deyvison: Polícia indicia seis e aponta divisão de tarefas no crime

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu o inquérito sobre o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) e indiciou seis pessoas por envolvimento no crime. O ataque aconteceu em junho deste ano e terminou com a morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou o vereador ferido.

As conclusões da investigação foram divulgadas nesta terça-feira (29). Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido planejado e contou com a participação de pessoas com funções diferentes na preparação, execução e acompanhamento da ação.

O inquérito foi encaminhado à Justiça e está à disposição do Ministério Público. Apesar da conclusão dessa etapa, as investigações continuam.

Investigação aponta grupo usado para planejar ataque

Segundo a Polícia Civil, parte da organização e do acompanhamento da ação ocorreu por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Missão”.

Dos seis indiciados, três são apontados como participantes da execução do atentado, dois teriam atuado na coordenação e um teria participado de forma consciente do crime.

A investigação também identificou a existência de um possível sétimo integrante, conhecido pelo apelido de “União”. A polícia aponta que ele faria parte do núcleo de coordenação, mas ainda não conseguiu confirmar sua identidade.

As diligências continuam para tentar localizar esse suspeito e verificar se outras pessoas tiveram participação no crime.

Ataque aconteceu durante transmissão ao vivo

O atentado ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, na Zona Leste de Mossoró.

Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. O assessor Alyson Dyego, que trabalhava como cinegrafista e acompanhava o parlamentar, também foi atingido e morreu.

O vereador foi baleado nas pernas e recebeu atendimento inicialmente na própria UPA. Depois, foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. Ele recebeu alta hospitalar no dia 18 de junho.

Para chegar às conclusões, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, ouviu testemunhas e realizou reconhecimentos.

Também foram consideradas perícias, exames relacionados às armas e munições apreendidas, impressões digitais encontradas em veículos utilizados na ação, além de informações obtidas a partir de dados de comunicação e mensagens trocadas pelos investigados.

De acordo com a polícia, esse conjunto de elementos permitiu estabelecer a participação atribuída individualmente aos seis indiciados.

A investigação aponta ainda que veículos foram utilizados tanto durante a execução do atentado quanto na fuga.

Crimes investigados

Os envolvidos foram indiciados de acordo com a participação atribuída a cada um. Entre os crimes apontados estão homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, crimes relacionados a armas de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo, sequestro e fraude processual.

A investigação também considera que o vereador era o alvo do ataque. Segundo a Polícia Civil, uma das linhas estabelecidas no inquérito relaciona o atentado à atuação pública de Cabo Deyvison contra organizações criminosas e seus integrantes.

O caso agora segue para análise do Ministério Público e da Justiça.

 

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