segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Alcolumbre é alvo de três novas representações no Conselho de Ética do Senado por ‘engavetar’ pedidos de impeachment de ministros do STF

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a enfrentar novas pressões no Conselho de Ética da Casa após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Desde a revelação dos diálogos, na última terça-feira (1º), três novas representações foram protocoladas contra Alcolumbre. Os pedidos questionam, principalmente, a falta de andamento de processos de impeachment contra ministros do STF.

Com as novas iniciativas, já são sete as petições apresentadas contra Alcolumbre desde 2020 pelo suposto “engavetamento” de pedidos de impeachment. Seis foram protocoladas desde que ele reassumiu a Presidência do Senado, em 2025.

Uma das representações mais recentes foi apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que pede o afastamento provisório de Alcolumbre da presidência do Senado e a apuração de possíveis atos e omissões no exercício do cargo.

Viana argumenta que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade e afirma que Alcolumbre não pode impedir que a Casa analise os pedidos apresentados.

O Conselho de Ética, porém, está sem realizar reuniões desde 9 de julho de 2024. Além disso, Alcolumbre tem maioria no colegiado, o que lhe dá condições de barrar o avanço das representações.

As novas denúncias também citam a atuação do presidente do Senado em relação aos pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito sobre o Banco Master.

Na quarta-feira (2), Alcolumbre saiu em defesa de Moraes após a divulgação das mensagens e mencionou conversas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato à Presidência, com Vorcaro.

“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. As declarações fazem referência ao pedido de Flávio para que Vorcaro destinasse recursos à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Com informações de Estadão

 

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