Durante a sabatina da TV Globo, realizada na noite
desta quarta-feira (26), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão)
defendeu que o Brasil desenvolva armamento nuclear para assegurar relevância
geopolítica global e soberania militar. A entrevista foi conduzido pelos
jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.
“Se o Brasil quiser ser uma das 5 maiores nações do
mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e
China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio
território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas”,
afirmou o candidato.
Apesar da proposta, Santos comentou que o país não
dispõe de condições técnicas e estruturais para viabilizar esse tipo de
armamento na próxima década. A Constituição brasileira restringe a exploração
nuclear estritamente a fins pacíficos, sob aval do Congresso, e o país é
signatário do Tratado de não proliferação de armas nucleares.
Questionado pelos apresentadores sobre o precedente
da Coreia do Norte, que rompeu com o tratado em 2003 para se armar, o candidato
argumentou que, embora critique o regime norte-coreano, o país asiático
conquistou respeito internacional que a Venezuela não obteve, fazendo menção à
intervenção dos Estados Unidos no território venezuelano em janeiro deste ano.
Críticas à Política Externa e à China
No campo diplomático, Renan direcionou duras
críticas à condução da política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), classificando a atual postura brasileira frente a Pequim como submissa.
De acordo com o candidato, o Brasil atua como
“vassalo” ao endossar sistematicamente os interesses chineses em disputas
internacionais. Renan Santos também reprovou os posicionamentos do governo
em crises como o confronto entre Israel e Irã, apontando que tais manifestações
ocorrem “sem o Brasil ter nenhum ganho” estratégico.
Com informações do Poder360

Nenhum comentário:
Postar um comentário