A lobista Roberta Luchsinger criticou a atividade de
lobby em uma entrevista para um blog petista em 2023. Na gravação, Roberta diz
que “lobby é proibido no Brasil” e descreveu que a atividade funciona com “alta
penetração dentro de um governo, que faz um bem bolado, e ganha com isso”.
Sócia do filho do presidente Lula e comparsa do
Careca do INSS, Luchsinger falava na entrevista de acusações de lobby no
Ministério da Saúde na gestão Jair Bolsonaro. “Onde tem bolsonarismo, a gente
sempre fica assustado com a criatividade que eles têm em gerar negócios
bilionários a curto prazo. É espantoso ver”, pregou.
Segundo a Polícia Federal, contudo, a própria
Roberta Luchsinger atuaria como lobista no Ministério da Saúde em favor do
filho mais velho de Lula, Fábio Lula da Silva, o “Lulinha”.
Alvo da PF, Luchsinger está com tornozeleira
eletrônica desde dezembro de 2025. Como mostrou o Metrópoles, a lobista pagava
contas pessoais do então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro. Até
o mês passado, Marcola controlava o acesso ao presidente e falava em nome dele.
A entrevista demonstra que a lobista sabe que sua prática é ilegal.
Dois meses antes da entrevista, Luchsinger esteve no
Ministério da Saúde. Registros de portaria da pasta obtidos pelo Metrópoles
mostram que, em 5 de abril de 2023, às 11h43, ela entrou em um dos prédios do
órgão. O destino não foi informado na planilha obtida por meio da Lei de Acesso
à Informação.
O advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval,
disse ao Metrópoles na quinta-feira (20/8) que, por orientação dele, a
empresária não comentará as declarações feitas há três anos.
Em 2023, quando concedeu a entrevista, Roberta já
era diretora da RL Consultoria, empresa que atendia clientes com contratos com
o governo Lula. A PF identificou que ela chegou a receber R$ 150 mil de uma
empresa de Cléber Ribas, a 3 Structure IT Ltda. A 3 Structure tinha contratos
com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Com informações de Metrópoles

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